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domingo, 24 de fevereiro de 2013

Para as mamães...

" Respira. Serás mãe por toda a vida.
Ensine as coisas importantes. 
As de verdade. 
A pular poças de água, a observar os bichinhos, a dar beijos de borboleta e abraços bem fortes. 
Não se esqueça desses abraços e não os negue nunca. 
Pode ser que daqui a alguns anos, os abraços que você sinta falta, sejam aqueles que você não deu. 
Diga ao seu filho o quanto você o ama, sempre que pensar nisso.
Deixe ele imaginar. 

Imagine com ele.
As paredes podem ser pintadas de novo, as coisas quebram e são substituídas.
Os gritos da mãe doem pra sempre.
Você pode lavar os pratos mais tarde. 

Enquanto você limpa, ele cresce.
Ele não precisa de tantos brinquedos. 

Trabalhe menos e ame mais.
E, acima de tudo, respire. 

Serás mãe por toda a vida. 
Ele será criança só uma vez"



Porque é lindo, sincero, real e verdadeiro.


segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

1 ano se passou....


 Parece que foi ontem, mas também parece que foi desde sempre.
Dia 31 de Dezembro 2011 eu segurava minha barriga imensa, gigante, que além de pesada, chutava, se sacudia, tinha soluços e parecia que ia estourar para sair.

Dia 31 de Dezembro 2012 eu seguro meu amor, minha vida, meu mini-eu, meu oxigênio, por quem me acordo todos os dias e com quem eu durmo agarrada, quase fundida.

1 ano se passou. Passou voando, correndo, como ele que não engatinha ou caminha, corre.
Parece que foi ontem esse dia, essa foto, as sensações, os pensamentos, as ideias e os ideais.
Porém parece que foi desde sempre que ele está comigo.
Parece que eu sem ele não existi, que todos os dias 31 de Dezembro dos meus outros 29 anos não existiram. Forçando a memória eu até lembro, porém não tão nitidamente quanto qualquer um dos outros dias desde que ele está aqui.

1 ano já.
Posso pedir para congelar agora?

sábado, 24 de março de 2012

A maternidade cor-de-rosa e os babyblogs


Quando eu estava grávida odiava/invejava as grávidas cor-de-rosa, ou seja, aquelas que a família é perfeita, a gravidez é perfeita, não tiveram enjôo, planejaram e executaram o quarto mais lindo digno de revista, engordaram os idealizados 9 quilos, etc... não pensava no pós-gravidez dessas mulheres. Agora, já mãem descobri o segmento dessas gr;avidas: as mães cor-de-rosa, em que os bebês são aqueles que lemos em livros: mamam de 3 em 3 horas, dormem a noite inteira desde as primeiras semanas, choram pouco, não tem cólicas, não reclamam, ou seja, bebês perfeitos, praticamente um bebê automatizado a lá Japão.

Ai como eu odeio essas mães perfeitas.... e mentirosas né. Porque eu não acredito nessas estórias de bebês perfeitos que muito é escrito. Acho que elas apenas preferem omitir a parte ruim e contar a boa.

Mas antes de o Gabriel nascer eu tinha uma noção das exigências que a maternidade pede, mas essa noção está bem longe da realidade. Os primeiros meses são de abnegação pura, disponibilidade 24 horas 7 dias por semana. Os bebês reais, isso o Gabriel é, um bebê tipicamente real, mamam muito, as vezes de hora em hora, dormem pouco, quando querem, ao seu bel prazer, têm dores inexplicáveis e parece que nunca passam, choram, gritam e choram mais um pouco, as vezes de dor, as vezes de sono, as vezes por alguma razão desconhecida, precisam de cuidados dia e noite. Desgaste!

Noites mal dormidas porque o baby acorda de 2 ou 3 horas para mamar, e depois de mamar não quer dormir, e nesse processo de fazer dormir lá se vai mais 1 hora e quando tu vê desde que o filhote mamou e dormiu passaram-se 3 horas e daqui a pouco ele vai acordar novamente para a nova mamada e no final tu pesas e resolve que dormir 30 minutos será pior que esperar acordada e lá vai mais uma noite em que tu dormes 3, 4 horas no máximo. E essas noites vão acumulando e a calma vai diminuindo, e a paciência vai indo embora, e dormir 7, 8 horas seguidas vira apenas uma lembrança.

E depois de passar o dia inteiro com o baby no colo, sacudindo para dormir, passeando pelo apartamento para passar a cólica, fazendo caretas para divertir, tudo que tu pensas é em tomar um bom e demorado banho relaxante. Babá eletrônica ligada, bebê dormindo, música calma a postos, tu entras no banheiro, tira a roupa, liga o chuveiro e.... ué ué ué saíndo da babá eletrônica. Tchau banho relaxante, bem-vindo ritual de sacode, canta, sussurra, chia, nina para o baby voltar a dormir. E o que te resta é uma ducha de 5 minutos.

Além disso tem o maldito do espelho que não ajuda né, porque bebês reais pedem mães que engordaram trocentos quilos e agora o braço que antes era definido virou um braço de amassar pão e aquela barriga lisa virou uma coisa molenga, riscada por estrias. Daí mesmo tu eliminando em uma semana metade dos quilos adquiridos durante 9 meses nenhuma das tuas antigas roupas cabem e só te resta colocar aquelas malditas roupas usadas durante a gravidez e que mentalmente são destinadas à queima imediata após o sonhado emagrecimento.

Com uma rotina como essa, a exaustão, frustração e urgência são emoções constantes e quando tu consegue aqueles 30 minutinhos em que o baby está dormindo, a roupinha dele já está lavada, tu podes sentar com um suco e tentar te distrair na internet lendo babyblogs o que tu encontra? Relatos e mais relatos da maternidade cor-de-rosa. Faço uma campanha pela honestidade nos babyblogs!!!


Nem tudo escrito acima eu me enquadro, muito do escrito acima eu me enquadro. Muitos são os momentos de insegurança, das dificuldades, das tristezas aumentadas pela falta de sono, de comida, de baby blues, de outros problemas. Ninguém nos prepara efetivamente para passarmos por isso com antecedência.
Falar aquela famosa frase: "dorme tudo que puder agora que depois não vais poder" não ajuda em nada, absolutamente nada, só faz ter mais raiva da pessoa em questão. Isso não é preparar ninguém para essa reviravolta na vida que um bebê traz.

Gabriel é um anjinho, lindo, gordo, loiro, olhos azuis, exatamente como sempre quis e imaginei, porém é um diabinho como todo bebê real é. Tem cólicas TODOS OS DIAS, TODOS. Chora muito, chora sem motivos aparentes, chora quando dorme, chora porque quer dormir, chora porque está com fome, chora porque... sei lá porque. Não aceita dormir por ele mesmo, sou obrigada a embalar até pegar no sono e olha que eu tento sempre tirar isso dele, mas ele grita como se eu estivesse matando quando não está no meu colo. Só quer ficar no meu colo, só o meu. Não me deixa comer (ele tem um despertador que avisa quando vou comer), não me deixa tomar banho, não me deixa fazer nada quando está acordado, quer só ficar no meu colo. Não dorme mais do que 4 horas de noite, normalmente acorda de 3 em 3.

Estou cansada, exausta, frustrada, e mais um monte de coisa. Sim, estou. Mas estou vivenciando como sempre quis e imaginei meus dois primeiros meses como mãe. Eu assumo a culpa por todos esses comportamentos diabísticos do Gabi, porque estou sendo mãe 100% do tempo, com toda a intensidade que me é permitido, todos os medos comuns e incomuns, todas as frustrações que cabe à uma mãe, porém estou sendo a mãe que sempre imaginei ser, assumindo o papel, curtindo meu bebezão todos os dias, o tempo todo, cada minutinho, cada nova descoberta, cada sorriso, cada beiçinho, cada dobrinha a mais, tudo tudo tudo é meu. 
E ainda bem que dizem que tudo passa e tudo se ajeita. (frase correspondente a do sono na fase nova mãe)

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Quando tu for mãe tu vais entender!!!

Quantas e mais quantas vezes eu escutei essa frase.... que quando eu tivesse um filho eu iria entender.... mas entender o que???

Essa pergunta eu muito fiz, entender o que? E agora eu tudo entendo.
Entendo esse amor absurdo, que quando eu lia nos livros, revistas, sobre um amor que nasce junto com o bebê, que transforma, que arrebata e arrebenta, esse amor mágico e místico eu sempre duvidava, lia, escutava outras mães falarem, sempre com aquele ar de ceticismo próprio de quem não entende ainda.

Esse amor é mágico porque vem não sei de onde e chega não sei como. Tu entras na sala de parto amando o bebê, lógico, mas o amor que tu entras naquela sala é um, é um amor meio idealizado mas ao mesmo tempo meio aéreo porque tu amas uma barriga, uma foto meio disforme que tu vê todo mês, tu amas umas mexidas dentro de ti, tu amas um ser que tu ainda não pegastes, não vistes, não cheirastes.... esse é um amor meio abstrato que no momento que tu vês aquele serzinho, ou serzão, de ponta-cabeça, chorando, quando tu tens aquele momento meio autista (eu pelo menos fiquei meio autista nessa hora) que depois de 9 meses e muitos dias teu bebê está ali, e é teu, só teu e tão teu que tudo tu esqueces, tudo se torna pequeno, insignificante e coadjuvante, ali, naquele momento, nasce um filho, uma mãe e O Amor.

O Amor com letras maiúsculas mesmo, porque todo e qualquer amor que tu já sentistes, mesmo o amor que tu sentes pelos teus pais, todos os amores românticos, amores pela família, amigos, todos, completamente todos, não chegam perto desse amor. É um amor sanguinário, primitivo, que vem das entranhas mesmo, aquele que faz com que tu sejas capaz de tudo por aquela pessoinha.

Ali, naquele momento, tu entendes tudo, entendes as frases, os atos, as brigas, entendes teus pais e aí tu levas uma porrada, um direto na cara que te faz cambalear, porque ali tu compreendes  o sentimento que teus pais tem por ti e tu vê como o teu amor por eles não é nada quando comparado ao deles por ti.
E ali tu fica mal. Eu pelo menos fiquei. Chorei copiosamente por me dar conta do atamanho do amor que meus pais sentiram quando nasci e o quanto estarei em dívida para sempre por esse amor.

Realmente essa frase feita, super clichê de "quando tu for mãe tu vais entender" é a mais pura verdade. Hoje eu entendo, completamente entendo.

Agora é esperar uns 30 anos para levar o próximo tapa na cara porque dizem que avó tem esse amor de mãe duplicado....


TE AMO MINHA VÉIA!!!